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Conheça como o Manifesto Ágil aprimorou a gestão de projetos

Conheça como o Manifesto Ágil aprimorou a gestão de projetos

Conheça como o Manifesto Ágil aprimorou a gestão de projetos

  • 30/10/2018
  • Robson Camargo

Se você trabalha na área de gestão de projetos possivelmente conhece ou já ouviu falar em Manifesto Ágil. Mas, caso não conheça, hoje vamos explicar o que é, como surgiu e sua importância para projetos de desenvolvimento de software.

Todo este movimento que toma força a cada dia em prol do gerenciamento ágil de projetos, surgiu a partir de um Manifesto Ágil, que veio com algumas quebras de conceitos, que podiam parecer irreais para muitos há alguns anos, mas hoje já se mostra muito forte e funcional para vários tipos de projetos. Vamos conhecer este manifesto.

Como surgiu o Manifesto Ágil?

O nome “Ágil” (ou “Agilidade”) foi escolhido para representar um movimento que surgiu em meados dos anos 90 em resposta aos pesados métodos de gerenciamento de desenvolvimento de software, que predominavam na época, que aqui chamamos de “métodos tradicionais”.

O método tradicional mais conhecido para o desenvolvimento de software é o modelo em cascata, ou waterfall.

Scrum e Extreme Programming, por exemplo, são Ágeis porque, assim como outros métodos, Metodologias ágeis e frameworks, sua utilização deve seguir os princípios e valores do Manifesto for Agile Software Development.

Pois bem, esse Manifesto foi criado em fevereiro de 2001 em uma reunião que ocorreu na estação de esqui de Snowbird, no estado de Utah, Estados Unidos. E contou com a assinatura de 17 líderes, representantes de ideias, metodologias e processos que, em contraste com as práticas predominantes na época, estavam trazendo valor para seus clientes por meio de abordagens leves e empíricas para projetos de desenvolvimento de software.

Nesse encontro histórico, não havia entre os participantes a intenção de unificar suas formas de trabalhar. A expectativa de se chegar a qualquer tipo de consenso era limitada e variada. No entanto, apesar das diferentes práticas defendidas, os participantes encontraram um conjunto de valores em comum e, ao final de três dias, estabeleceram o termo “Ágil” para representar o novo movimento.

Assim, ali mesmo, eles elaboraram um documento que se tornou um divisor de águas para o setor: o Manifesto para o Desenvolvimento Ágil de Software, mais conhecido como Manifesto Ágil ou Agile.

Esse documento, que reúne um conjunto de valores manifesto ágil e princípios manifesto ágil, teve como principal objetivo nortear as ações das equipes ágeis, mantendo-as focadas no que realmente agrega valor tanto para o projeto quanto para o cliente.

Baseado em 12 Princípios do Manifesto Ágil, ele se tornou uma espécie de guia que orienta as ações, as escolhas de métodos e ferramentas dos times ágeis de projetos, maximizando os resultados.

Para ter uma real dimensão do impacto e do peso do Manifesto, basta pensar que além de Robert Cecil Martin, nomes como Jeff Sutherland e Ken Schwaber — fundadores do Scrum — estavam entre os dezessete signatários.

Também estavam presentes nessa reunião: Jim Highsmith, Kent Beck, Arie van Bennekum, Alistair Cockburn, Mike Beedle, Martin Fowler, James Grenning, Andrew Hunt, Ron Jeffries, Jon Kern, Robert C. Martin, Steve Mellor, Ward Cunningham, Brian Marick, Ken Schwaber, Jeff Sutherland e Dave Thomas.

Os quatro valores do Manifesto Ágil

Um ponto que merece destaque sobre o Manifesto Ágil é que ele se firmou sobre quatro valores, e doze princípios.

O objetivo desses fundamentos era mostrar para os profissionais do setor quais eram os fatores valorizados por essas pessoas presentes na reunião, ajudando outros profissionais a fazer o mesmo.

Assim, definiram como mais importante a se valorizar:

- Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas

- Software em funcionamento mais que documentação abrangente

- Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos

- Responder a mudanças mais que seguir um plano

Na prática, esses valores informam que os profissionais devem saber da importância dos itens à direita, mas que os itens à esquerda possuem maior peso para o processo. Ou seja, eles creditam mais valor ao produto e ao processo.

Benefícios dos métodos ágeis

Quando uma empresa adota os métodos ágeis, ela ganha em inúmeros sentidos:

Entregas Ágeis

Em primeiro lugar, podemos citar as entregas mais rápidas. Como existe esse desmembramento do projeto em equipes menores, a ideia é que sempre novos recursos estejam sendo lançados, já que cada equipe fica focada em uma funcionalidade.

Mais Transparência

Essa entrega mais rápida vem acompanhada de uma maior transparência no projeto. Como o objetivo é trabalhar ao lado do cliente, sempre entregando funcionalidades e obtendo feedbacks, isso acaba gerando uma presença mais constante do cliente no projeto, gerando mais transparência entre cliente e equipe de desenvolvimento.

Além disso, a relação de transparência também ocorre dentro do projeto, isto é, entre os membros da equipe. Mesmo com inúmeras equipes trabalhando juntas, todos sabem o que está rolando com cada equipe, o que proporciona mais sincronia e capacidade de gerenciamento do projeto como um todo.

Um exemplo clássico é do framework Scrum, que possui reuniões diárias e semanais a fim de que cada equipe possa externar seus sucessos e problemas. Assim, todos sabem como está o projeto. Uma situação bem diferente de ficar tudo centralizado, por exemplo, no Sponsor.

Qualidade Final

Outro benefício da transparência no projeto é o impacto positivo causado na qualidade final do software. No método tradicional, o cliente só começava a “participar” do desenvolvimento lá nas etapas finais do projeto. Já no modelo ágil, entende-se que a participação do cliente é essencial do início ou fim, o que resulta em um software mais alinhado com as expectativas finais do cliente e, por consequência, um produto de melhor qualidade.

Riscos Reduzidos

Outro ganho que existe com as metodologias ágeis está ligado aos riscos, que são reduzidos. Como o processo é adaptativo e aberto às mudanças, os bugs que são encontrados em testes podem ser mitigados rapidamente, já que não existe um planejamento fechado de desenvolvimento.

Resumindo, podemos dizer que os métodos ágeis proporcionam mais velocidade no desenvolvimento e mais qualidade no produto final.

Por fim, o manifesto representou um grito de liberdade de práticas que atravancam o processo.

No entanto, era necessário ter uma organização que prezasse pelo contínuo aperfeiçoamento do Agile Manifesto e que o representasse, sem que a essência (valores e princípios) fosse alterada. Assim, com esse propósito, no final do mesmo ano (2001), surgiu a Agile Alliance. A organização sem fins lucrativos se tornou responsável por compartilhar esse conhecimento e promover debates sobre os diversos métodos ágeis existentes no mundo.

A discussão, bem como a própria organização, é fundamental, pois o Agile é como um guarda-chuva, que abarca vários métodos que se assentam sobre seus princípios e valores. Desta forma, a discussão contínua ajuda a criar um norte para que os desenvolvedores de softwares saibam escolher os melhores métodos ou ferramentas.

Veja um vídeio de como implementar os métodos ágeis em sua empresa:

Sobre o autor

Robson Camargo, PMP, MBA, GWCPM, ASF é professor nos cursos de MBA das Principais Escolas de Negócio do País: FGV, Fundação Dom Cabral e FIA/USP com Certificação PMP – Project Management Professional emitida pelo PMI, MBA em Administração de Projetos pela FEA/USP e Master Certificate pela George Washington. Robson Camargo é autor do livro PM VISUAL e criador do Método PM VISUAL. Sua equipe realiza treinamentos e consultorias em empresas do Brasil e exterior. Robson Camargo está à frente da RC Robson Camargo – Projetos e Negócios, há mais de 11 anos.

 

As marcas PMP, PMI, PMBOK e a logomarca “REP” RegisteredEducationProvaider são marcas registradas do Project Management Institute, Inc.

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É uma empresa de Educação Corporativa oficialmente homologada pelo PMI com o selo de R.E.P. (Registered Education Provider), alinhada com o Triângulo de Talentos do Gerente de Projetos

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