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Ferramentas da qualidade do projeto: quais as principais?

Ferramentas da qualidade do projeto: quais as principais?

Ferramentas da qualidade do projeto: quais as principais?

  • 13/11/2018
  • Robson Camargo

 

 

Para implantar um sistema de gestão da qualidade são necessárias algumas ferramentas da qualidade, que analisam fatos e auxiliam na tomada de decisões.

O objetivo de utilizar as 7 ferramentas da qualidade é chegar a um grau de eficiência/eficácia em uma determinada atividade ou processo. Mas é fundamental que essas ferramentas sejam aplicadas de maneira correta por profissionais capacitados, pois senão corre-se o risco de ter resultados incorretos.

O que são ferramentas da qualidade?

Ferramentas da qualidade são técnicas gráficas específicas identificadas como as mais úteis na resolução de problemas que têm relação com o conceito de qualidade.

Existem ferramentas de gestão adequadas para estudar determinados problemas.

Técnicas e Ferramentas da Qualidade

As ferramentas da qualidade nos ajudam a ganhar o mercado e ter clientes fiéis. Uma vez que na gestão de qualidade a preocupação não é apenas com a produção, mas com a qualidade. Outra coisa é aumentar a capacidade de cumprimento dos objetivos traçados no plano inicial.

Veja quais são as sete ferramentas da qualidade:

1 - Diagrama de Pareto

Uma das 7 ferramentas da qualidade, o Diagrama de Pareto é uma técnica em que os problemas são separados em partes, assim eles são analisados entre si. Geralmente, para a produção do diagrama é utilizado um gráfico de barras verticais.

Vilfredo Pareto foi um economista, filosofo e estudioso que observou que 80% das terras da Itália pertenciam a 20% da população. Joseph Juran, um dos papas da Qualidade, generalizou o princípio, afirmando que em muitas situações, 80% dos efeitos devem-se a 20% das causas.

Princípio 80/20: 80% dos problemas se devem a 20% das causas.

O principal motivo é o grande volume de trabalho que todos nós temos sem atuar onde realmente faremos a diferença.

Se trabalharmos de forma efetiva resolvendo os 20% das causas que originam 80% dos problemas, teremos muito mais tempo para trabalharmos de forma mais efetiva.

Análise de Pareto:

- Histograma ordenado por frequência de ocorrência;

- Usada principalmente para identificar e avaliar não-conformidades;

- Ajuda a identificar e priorizar áreas problemas;

- Mostra quantos defeitos foram gerados por tipo ou categoria de causa identificada;

- Lei de Pareto afirma que poucas causas normalmente produzem a maioria dos problemas ou defeitos.

2 - Diagrama de causa-efeito ou Diagrama de Ishikawa

O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Diagrama Espinha de peixe, é mais uma das ferramentas de gestão da qualidade. Trata-se de um gráfico cuja finalidade é organizar o raciocínio em discussões de um problema prioritário, em processos diversos, especialmente na produção industrial.

 Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. O diagrama foi desenvolvido com o objetivo de representar a relação entre um “efeito” e suas possíveis “causas”.

Esta técnica é utilizada para descobrir, organizar e resumir conhecimento de um grupo a respeito das possíveis causas que contribuem para um determinado efeito.

Em sua estrutura, as prováveis causas dos problemas (efeitos) podem ser classificadas como sendo de seis tipos diferentes quando aplicada a metodologia 6M:

Método: toda a causa envolvendo o método que estava sendo executado o trabalho

Material: toda causa que envolve o material que estava sendo utilizado no trabalho

Mão-de-obra: toda causa que envolve uma atitude do colaborador (ex: procedimento inadequado, pressa, imprudência, ato inseguro etc)

Máquina: toda causa envolvendo a máquina que estava sendo operada

Medida: toda causa que envolve os instrumentos de medida, sua calibração, a efetividade de indicadores em mostrar as variações de resultado, se o acompanhamento está sendo realizado, se ocorre na frequência necessária etc

Meio ambiente: toda causa que envolve o meio ambiente em si (poluição, calor, poeira etc) e, o ambiente de trabalho (layout, falta de espaço, dimensionamento inadequado dos equipamentos etc)

Ishikawa observou que, embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las.

Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.

3 - Histogramas

O histograma, também conhecido como distribuição de frequências, é a representação gráfica em colunas ou em barras (retângulos) de um conjunto de dados previamente tabulado e dividido em classes uniformes ou não uniformes.

A base de cada retângulo representa uma classe. A altura de cada retângulo representa a quantidade ou a frequência absoluta com que o valor da classe ocorre no conjunto de dados para classes uniformes ou a densidade de frequência para classes não uniformes.

Importante ferramenta da estatística, o histograma também é uma das chamadas sete ferramentas da qualidade.

4 - Folhas de Verificação

As folhas de verificação são tabelas ou planilhas usadas para facilitar a coleta e análise de dados. O uso de folhas de verificação economiza tempo, eliminando o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetitivos.

Além disso elas evitam comprometer a análise dos dados. É uma das sete ferramentas da qualidade.

5 - Gráficos de Dispersão

Os diagramas de dispersão ou gráficos de dispersão são representações de dados de duas (tipicamente) ou mais variáveis que são organizadas em um gráfico.

O gráfico de dispersão utiliza coordenadas cartesianas para exibir valores de um conjunto de dados. Os dados são exibidos como uma coleção de pontos, cada um com o valor de uma variável determinando a posição no eixo horizontal e o valor da outra variável determinando a posição no eixo vertical (em caso de duas variáveis).

Descrito pela primeira vez por Francis Galton, o gráfico de dispersão, uma das ferramentas de qualidade, é usado para verificar se existe relação de causa e efeito entre duas variáveis de natureza quantitativa (variáveis que podem ser medidas ou contadas).

Isto não prova que uma variável afeta outra variável, mas determina se existe relação e qual a intensidade da relação entre elas.

6 – Gráficos ou Cartas de Controle

Carta de controle é um tipo de gráfico utilizado para o acompanhamento de um processo. Este gráfico determina estatisticamente uma faixa denominada limites de controle que é limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha inferior (limite inferior de controle), além de uma linha média.

O objetivo é verificar, por meio do gráfico, se o processo está sob controle, isto é, isento de causas especiais. As Cartas de controle são mais uma das ferramentas da gestão da qualidade.

 7 - Fluxograma

É um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo ou algoritmo, muitas vezes feito através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem.

Ou seja, é a sequência operacional do desenvolvimento de um processo, o qual caracteriza: o trabalho que está sendo realizado, o tempo necessário para sua realização, a distância percorrida pelos documentos, quem está realizando o trabalho e como ele flui entre os participantes deste processo.

Os fluxogramas são muito utilizados em projetos de software para representar a lógica interna dos programas, mas podem também ser usados para desenhar processos de negócio e o workflow que envolve diversos atores corporativos no exercício de suas atribuições.

Aqui estão as 7 principais ferramentas da qualidade. Você tem alguma dúvida? Manda pra gente!

 

Sobre o autor

Robson Camargo, PMP, MBA, GWCPM, ASF é professor nos cursos de MBA das Principais Escolas de Negócio do País: FGV, Fundação Dom Cabral e FIA/USP com Certificação PMP – Project Management Professional emitida pelo PMI, MBA em Administração de Projetos pela FEA/USP e Master Certificate pela George Washington. Robson Camargo é autor do livro PM VISUAL e criador do Método PM VISUAL. Sua equipe realiza treinamentos e consultorias em empresas do Brasil e exterior. Robson Camargo está à frente da RC Robson Camargo – Projetos e Negócios, há mais de 11 anos.

As marcas PMP, PMI, PMBOK e a logomarca “REP” RegisteredEducationProvaider são marcas registradas do Project Management Institute, Inc.

 

 

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É uma empresa de Educação Corporativa oficialmente homologada pelo PMI com o selo de R.E.P. (Registered Education Provider), alinhada com o Triângulo de Talentos do Gerente de Projetos

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